Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Maio 2019

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031


Pesquisar

 


IndieLisboa 2017: "Arábia"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Artigo originalmente postado em SAPO MAG (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/diario-do-indielisboa-dia-32-e-outros-destaques?artigo-completo=sim)

 

 

“Road movie” dos pobres

 

“Arábia”, na Competição Internacional, até pode ser classificado como um “road movie”, mas muito pouco romântico e afeito a descobertas à “on the road”. Antes tem um fundo mais “dark” e regista as andanças de trabalhadores pobres no interior do Brasil.

 

Os cineastas Affonso Uchoa e João Dumans, respetivamente realizador e coargumentista de “A Vizinhança do Tigre (2014), expandem os horizontes do filme que os colocou no mapa do cinema de autor: o primeiro radiografava as vicissitudes de jovens de um bairro da cidade de Contagem; em “Arábia”, pequenas histórias surgem, aqui e ali, pelos locais onde passa Cristiano (Aristides de Souza) em busca de uma vida melhor.

 

Mais que tudo, “Arábia” é um mergulho no universo do trabalho – da precariedade dos contratos, da agonia sindical e, principalmente, da estagnação existencial causada pelo automatismo da fábrica e da rotina.

 

Mais um filme brasileiro chegado após escala em Roterdão.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 16:25

IndieLisboa 2017: "Dia 32"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Artigo originalmente postado em SAPO MAG (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/diario-do-indielisboa-dia-32-e-outros-destaques?artigo-completo=sim)

 

 

Retorno à casa e ideias apocalípticas

 

O realizador André Valentim Almeida passou pelo festival em 2012 com “From New York with Love”. Por estas alturas o seu estilo documental muito pessoal, com inserções filosóficas e música à mistura, dava conta da sua vida na cidade norte-americana e um forte traço crítico em relação à sua terra natal.

 

A equação mudou: “Dia 32” traz um cineasta, novamente a operar um cunho autobiográfico, a comemorar o facto de “estar novamente em casa”. Depois de encaixotar os livros, aguardam-no as “selfies” turísticas do Cabo da Roca e as imensidões açorianas…

 

Mas não só: fascinado com as ideias de apocalipse, André inventou uma “arca de imagens” para um visitante de outro mundo vê-las no futuro. Da fúria dos elementos a uma visita aos sobrinhos nas ilhas, a ideia tem um fundo existencial, cosmogónico, onde nascimentos intercalam-se com as desgraças. O que encontraria neste mundo de mortais um extraterrestre?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 16:12

Entrevista: The Legendary Tigerman, Rita Lino e Pedro Maia - os artstas por trás de "Fade into Nothing"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Uma bela tarde de domingo no São Jorge para entrevistar o Tigerman (Paulo Furtado, à esquerda na foto), acompanhado pelo realizador Pedro Maia e pela fotógrafa Rita Lino. Estiveram todos envolvidos no projeto multimedia "Fade into Nothing", apresentado no IndieLisboa na Competição Nacional. 

 

IMG_20170507_171133 (Copy).jpg

 

https://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/fade-into-nothing-no-deserto-com-o-the-legendary-tigerman?artigo-completo=sim

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 15:59

Entrevista: Ricardo Alves Jr., realizador de "Elon não Acredita na Morte"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Obra da seção Silvestre do IndieLisboa. Fiz esta entrevista com o realizador sobre o seu filme, um denso mergulho na desintegração mental do protagonista...

 

ricardoalves (Copy).jpg

 

http://www.c7nema.net/entrevista/item/46627-elon-nao-acredita-na-morte-uma-entrevista-com-ricardo-alves-jr.html

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 15:47

IndieLisboa 2017: "Elon não Acredita na Morte"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Artigo originalmente postado em SAPO MAG (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/diario-do-indielisboa-ordinary-people-e-outros-destaques?artigo-completo=sim)

 

 

Labirintos sem portas

 

Labirintos e buscas no brasileiro “Elon não Acredita na Morte” (secção Silvestre) – mas aqui a ideia não é demolir estruturas sociais, antes desintegrar um simples sujeito. O que não significa um trauma menor.

 

Ele é o personagem do título (Rômulo Braga), que passa o filme à procura da mulher desaparecida. Por meio de corredores infinitos, o seu andarilho mergulha num universo onde realidade e delírio facilmente se confundem. Com (des)informações ministradas a conta-gotas, o argumento frequentemente frustra à audiência qualquer usufruto de “fait-divers”.

 

No universo “arthouse” mostrar personagens encurralados faz-se com a câmara nas costas da “vítima”; o estreante Ricardo Alves Jr. parece querer levar a ideia às últimas consequências. De resto, personagens, cenários e diálogos seguem a cartilha do ultrarrealismo.

 

No cômputo final deste falso “thriller” é difícil saber o que aconteceu ou não; a última cena é imperdível, revelando ou não um segredo que poderá só sobreviver na mente do espectador…

 

O filme estreou em Roterdão, a montra favorita do cinema alternativo brasileiro no exterior.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 15:40

IndieLisboa 2017: "Ordinary People"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Artigo originalmente postado em SAPO MAG (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/diario-do-indielisboa-ordinary-people-e-outros-destaques?artigo-completo=sim)

 

ordinary.people.jpg

 

Pouco dado a contemplações, o filipino "Ordinary People" liga a secção de Competição à corrente e propõe um mergulho visceral na sociedade do seu país.

 

Os protagonistas de "Ordinary People", um filme que chega das Filipinas, gravitam num ponto equidistante entre a empatia e o seu contrário. São adolescentes sem abrigo e, à custa de pequenos furtos, decidem criar o filho recém-nascido. O espectador facilmente imagina que são pessoas como estas que cometem assaltos no metro para lhe roubar o telemóvel.

 

ordinarypeople2 (Copy).jpg

 

Apesar das dificuldades, não passa pela cabeça da mãe, Jane (Hasmine Killip), entregar o seu bebé a quem quer seja; o pai, Ariés (Ronwaldo Martin), por amor a ela acaba for ficar. O futuro não existe; o presente são pedaços de cartão ao relento. Quando o bebé Arjen desaparece, no entanto, a simpatia pelo casal aumenta – especialmente pela mãe, que passa de voluntariosa a desesperada.

 

E então as ruas caóticas de Manila transformam-se num labirinto perfeito não só para o enredo filmado por Eduardo W. Roy Jr., como para ele expor uma vasta gama de escroques, oportunistas, manifestações de justiça popular, imundície policial e corrupção dos media. O registo não é “dark”: a vitalidade lembra o cinema de urgência feito na América Latina – especialmente no Brasil e no México.

 

Terceiro filme do realizador, ganhou o prémio do público no Festival de Veneza e será, porventura, um dos títulos mais imperdíveis da Competição do IndieLisboa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 15:34

Entrevista: realizadores de "Arábia"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Affonso Uchôa e João Dumans ficaram com o Prémio Especial do Juri no IndieLisboa. Essa foi a entrevista que fiz com eles no âmbito do festival...

arabia_film_still_1 (Copy).jpg

http://c7nema.net/entrevista/item/46613-o-governo-de-larapios-e-o-esfacelamento-dos-trabalhadores-uma-entrevista-com-affonso-uchoa-e-joao-dumans.html 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 02:46

IndieLisboa: Filmes latino-americanos dominam palmarés

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

ARTIGO ORIGINALMENTE POSTADO EM SAPO MAG (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/indielisboa-filmes-latino-americanos-dominam-palmares?artigo-completo=sim)

IndieLisboa: Filmes latino-americanos dominam palmarés POR Roni Nunes

"Viejo Calavera" foi o grande vencedor da edição de 2017 do Festival IndieLisboa.

 

Da praticamente “inexistente” cinematografia boliviana saiu o grande vencedor da edição de 2017 do IndieLisboa: “Viejo Calavera”, de Kiro Russo.

 

O vencedor do Grande Prémio de Longa-Metragem Cidade de Lisboa narra a história de Elder, um pequeno criminoso alcoólico que é obrigado a voltar para a sua terra no interior da Bolívia e, entre lamas e montanhas gélidas, acaba por ir parar ao duro trabalho das minas – onde continua a meter-se em problemas. Como pano de fundo está a própria atividade, tanto mais que uma associação de mineiros está entre os financiadores do projeto.

 

Esta é a primeira longa de Kiro Russo e já obteve prémios em Locarno e noutros festivais da América do Sul. O realizador, que aprendeu cinema na Argentina, já tinha participado no IndieLisboa em competições de curta-metragem.

 

Já o brasileiro “Arábia”, de Affonso Uchôa e João Dumans, ficou com o Prémio Especial do Júri.

 

O tema é o das migrações internas dentro do Brasil, narrando, em registo muito próximo à docuficção, a história de um andarilho. Os diferentes locais por onde passa servem para mostrar a precariedade do mercado de trabalho e a falência dos sindicatos.

 

Na Competição Nacional, saída de um grupo de seis obras, a escolha recaiu sobre “Encontro Silencioso”, de Miguel Clara Vasconcelos.

 

Confira abaixo a lista dos premiados em todas as categorias.

 

PALMARÉS INDIELISBOA 2017

Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa: "Viejo Calavera", de Kiro Russo (Bolívia, Qatar)

Prémio Especial do Júri: "Arábia", de Affonso Uchôa e João Dumans (Brasil)

Grande Prémio de Curta Metragem: "Wiesi/Close Ties", de Zofia Kowalewska (Polónia)

Melhor Animação – Curta Metragem: "489 Years", de Hayoun Kwon (França)

Melhor Documentário – Curta Metragem: "The Hollow Coin", de Frank Heath (EUA)

Melhor Ficção – Curta Metragem: "Le film de l’été", de Emmanuel Marre (França, Bélgica)

Prémio para Melhor Longa Metragem Portuguesa: "Encontro Silencioso", de Miguel Clara Vasconcelos

Prémio para Melhor Curta Metragem Portuguesa: "Miragem Meus Putos", de Diogo Baldaia

Prémio Novo Talento Curta Metragem: "Flores", de Jorge Jácome

Prémio para Melhor Filme da Secção Novíssimos: "Os Corpos que Pensam", de Catherine Boutaud (França, Portugal)

Prémio Indiemusic: "Tony Conrad: Completely in the Present", de Tyler Hubby (EUA, Reino Unido)

Prémio Árvore da Vida: "Antão, o Invisível", de Maya Kosa, Sérgio da Costa (Suíça, Portugal) e "Num Globo de Neve", de André Gil Mata (Portugal)

Prémio Amnistia Internacional: "Find Fix Finish", de Mila Zhluktenko e Sylvain Cruiziat (Alemanha)

Prémio Universidades: "El mar la mar", de Joshua Bonnetta e J.P. Sniadecki (EUA)

Prémio Escolas: "Le fol espoir/Wild Hope", de Audrey Bauduin (França)

Prémio do Público Longa Metragem: "Venus", de Lea Glob e Mette Carla Albrechtsen (Dinamarca, Noruega)

Prémio do Público Curta Metragem: "Scris/Nescris", de Adrian Silisteanu (Roménia)

Prémio do Público IndieJúnior Escolas: "Bichinhos do Lixo/Litterbugs", de Peter Staney-Ward (Reino Unido)

Prémio do Público IndieJúnior Famílias: "O Trenó/The Sled", de Olesya Shchukina (Rússia)

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 02:05

IndieLisboa 2017: "The Alchemist Cookbook"

por Roni Nunes, Domingo, 14.05.17

Artigo originalmente postado em Sapo Mag (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/diario-do-indielisboa-ciao-ciao-e-outros-destaques?artigo-completo=sim)

 

the-alchemist-cookbook-outside (Copy).png

 

A receita da bizarrice

Mais bizarrice fica reservada para “The Alchemist Cookbook”, a história de um eremita, Sean (Ty Hickson), a viver num roulote numa floresta. Nem o seu único visitante ocasional (Amari Cheaton), nem o espectador percebem que coisas andará ele a fazer.

 

O que se verifica é que, no meio da tralha, Sean não parece jogar com o baralho todo: quando não está no lago a pescar e a desancar um ente invisível, dança com o gato com as luzes de Natal penduradas sobre si.

 

Mas as suas pesquisas ganham outros contornos quando um problema qualquer com o seu “manual de alquimista” o faz mexer com as forças erradas… que mais valiam estarem quietas.

 

Obra do argumentista/realizador Joel Potrykus, que já passou pelo IndieLisboa com propostas semelhantes, em “The Alchemist Cookbook” a receita mistura minimalismo, humor e bruxaria - enquanto aponta para muitas direções sem tomar realmente nenhuma e deixando o espectador perplexo no meio de uma encruzilhada de pistas falsas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 01:58

IndieLisboa 2017: "I'm not a Serial Killer"

por Roni Nunes, Sábado, 06.05.17

Artigo originalmente postado em SAPO MAG (http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/diario-do-indielisboa-ciao-ciao-e-outros-destaques

 

Se a ideia da secção Boca do Inferno é trazer “sexo e terror”, nem “I’m not Your Serial Killer” nem “The Alchemist Cookbook”, ambos vindos da edição do South by Southwest do ano passado, trazem muito deles. O que, em si, não é bom nem mau.

 

 

No primeiro filme, o protagonista é o adolescente John Wayne Cleaver (Max Records) - ”merecedor” (acredita ele) de um estranho diagnóstico: é um assassino em série em potencial. Fascinado por mortos e cadáveres, trata-se com um psicólogo e cerca-se de uma série de regras para não cair em tentação.

 

Mas nem todos são como ele: de repente, na pequena cidade onde vive, alguém começa a cometer crimes e, na linha do “meu vizinho é um assassino”, nesta história onde a autoridade está ausente cabe a ele resolver o “problema”.

 

“I’m not a Serial Killer” é uma adaptação de um livro de sucesso de Dan Wells, cuja saga que inaugurou foi classificada, para efeitos de comércio, como para o público “jovem adulto”.

 

serial.killer (Copy).jpg

 

A categorização dá para o filme: o cineasta irlandês Billy O’Brien não fez uma obra para fãs de “Crepúsculo”. Isto não quer dizer que vísceras escorram livremente pelo ecrã – mesmo lidando com um "serial killer" “especializado” nisto mesmo: arrancar órgãos. Quanto a sexo, nem vê-lo: a menina que anda a rondar o “projeto de assassino” não ganha nem uma piscadela.

 

Sempre operando no limite da credibilidade, “I’m Not a Serial Killer”, que conta com participação do veterano Christopher Lloyd (“Regresso ao Futuro”), aposta grande num final… para dizer o mínimo, “inusitado”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Roni Nunes às 13:40


Comentários recentes

  • Cleber Nunes

    Sem dúvida é um filme que me despertou interesse ...