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IndieLisboa 2018: Lembro mais os Corvos

por Roni Nunes, Terça-feira, 08.05.18

Artigo originalmente postado no Sapo.

Por Roni Nunes

 


Não seria fácil Júlia Katharine, que tenta contar a sua história diante da câmara de Gustavo Vinagre, lembrar-se de pássaros mais amenos. Ela está a contar a história de um tempo onde não havia definições nem sentimentos de abuso perante o que hoje se qualificaria facilmente como pedofilia. Também nos anos 80 não havia um termo que enquadrasse o mal-estar com o seu corpo e a inevitável ostracismo social.

 

Além de tragédias fala-se de sexo, ao mesmo tempo que se recriam cenários para referir-se a Yasujiro Ozu. Não é à toa: Júlia Katharine (o último nome é uma referência a Katharine Hepburn) refugiou-se desesperadamente no cinema para conseguir suportar um quotidiano duríssimo.

 

Gustavo Vinagre, que já circulou em Portugal com uma curta-metragem no IndieLisboa e uma média-metragem no Queer Lisboa, filma estas e outras histórias de forma “ininterrupta” – usando de todos os recursos dinamizadores que se lembra para obedecer os limites que ele próprio se impôs: filmar num único cenário durante uma única noite. Desta conversa, que não exclui o espontâneo, a timidez e o dialogar com o cineasta, Vinagre propôs extrair um relato ao mesmo trágico e transgressor dos muitos tabus que ainda assombram o mundo.

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por Roni Nunes às 19:56

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Comentários recentes

  • Cleber Nunes

    Sem dúvida é um filme que me despertou interesse ...



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