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Artigo: Fai Bei Sogni (Sonhos Cor-de-Rosa)

por Roni Nunes, Quarta-feira, 05.04.17

fai (Copy).jpg

 

Artigo originalmente postado em SAPO MAG 

(http://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-cinema/artigos/festa-do-cinema-italiano-filme-do-dia-sonhos-cor-de-rosa?artigo-completo=sim)

 

A 10ª Festa do Cinema de Italiano abre com a antestreia nacional de "Sonhos Cor-de-Rosa" ("Fai Bei Sogni" no original), obra do veterano Marco Bellocchio que fez as mesmas honras na Quinzena dos Realizadores na última edição do Festival de Cannes.

O sempre muito pessoal Bellochio adaptou ao seu estilo um best-seller italiano de cunho autobiográfico do jornalista Massimo Gramellini, do Corriere della Sera, um dos maiores veículos de comunicação do país, sobre a história de Massimo (Valerio Mastandrea), que depois da perda da mãe aos nove anos, tornou-se um adulto solitário e com dificuldades em estabelecer laços afetivos. 

 

FaiBeiSogni1 (Copy).jpg

Dividido em sete partes, a obra literária narra o grande vazio que teve de enfrentar ao longo da vida e que identifica num trauma original quando, sem maiores explicações por parte dos adultos, depara-se com a morte da mãe (Barbara Ronchi).

Com este material, Bellochio construiu um intrincado quebra-cabeças temático e cronológico marcado pelo ritmo e pela carga psicológica característica do seu trabalho – sem enveredar por um caminho demasiado sentimental.

Começando pela relação do menino com a mãe, o enredo vai intercalando passagens da vida adulta com outros acontecimentos da infância – esta marcada pela frieza dos adultos que o cercam.

Neste vai-e-vem no tempo, Massimo descobre a trágica figura do magnata Giovanni Athos (Fabrízio Gifuni), que “ganhou porque estava prepara para perder tudo a qualquer momento”, numa referência à operação Mãos Limpas, do início dos anos 90, até deparar-se, numa cena particularmente brutal, com os seus próprios fantasmas, quando um fotógrafo manipula um acontecimento em Sarajevo.

Já os seus ataques de pânico revelam a sua “perceção” de que “está a morrer” e vai resolvê-los em frente ao espelho…

De notar ainda as referências aos filmes de terror (“Cat People”, “Nosferatu”) e o sentido de irrealidade e projeção infantil marcados pela figura de Belfagor – feiticeira da série francesa dos anos 60 que a mãe adorava e que se tornar o seu mecanismo de defesa e sobrevivência psicológica.

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por Roni Nunes às 19:03

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Comentários recentes

  • Cleber Nunes

    Sem dúvida é um filme que me despertou interesse ...



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