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Seis Noites de Terror: excessos barrocos e (muito) sangue nas paredes: "The Limehouse Golem"

por Roni Nunes, Segunda-feira, 04.09.17

por Roni Nunes

Artigo originalmente postado em C7nema (http://www.c7nema.net/festival/item/47042-seis-noites-de-terror-excessos-barrocos-e-muito-sangue-nas-paredes.html)

 

O Motelx abre nesta terça-feira (05/09); entre as produções, o britânico “The Limehouse Golem” (em Portugal estreia quinta-feira com o título de “Os Crimes de Limehouse”) e o canadiano “The Void”. O que ambos partilham em comum são os (eventuais) excessos de ideias e (muito) sangue pelas paredes.

 

A  triste figura feminina no tempo da rainha Vitória

 

A argumentista Jane Goldman (que já coescreveu blockbusters como “X-Men First Class”) há de ter gasto longas horas e farturas de neurónios para equilibrar a multidão de meta-referências e reconstruções históricas de “The Limehouse Golem”.

 

The Limehouse Golem

 

O imaginário vitoriano continua a fascinar mais de cem anos depois; Goldman apoiou-se num livro dos anos 90 (do século XX) para dar uma leitura feminina à época. O tempo lembrado pelo puritanismo na superfície e pela selvageria fora da vista (a era de “Dr. Jekyll” e “Mr. Hyde”) é reconstruído com valores de produção alargados e um ator do primeiro escalão (Bill Nighy).

 

Tem mais: há um Sherlock Holmes mais ambíguo e mais no limite vivido por Nighy – um fleumático inspetor da Scotland Yard suspeito do “crime” de homossexualidade e uma história rocambolesca que envolve serial killers, bibliotecas e o mundo do teatro – palco para as referências metalinguísticas (o gosto do público por sangue, o ritual homicida enquanto espetáculo) e assassinatos violentos e explícitos o suficiente para o tirar da trilha de um whodunit (o que é) de telefilme (o que não é).

 

The Limehouse Golem

 

Nas voltas e reviravoltas, tudo se desenvolve sob o ritmo algo pesado da realização do espanhol Juan Carlos Medina (do paquidérmico “Insensibles”, de 2012), que até deixa  escapar sem a devida leveza a anedota vinda do facto do grande e notório “rato de biblioteca” Karl Marx ser suspeito de crimes em série (!).

 

Prevalece a visão brutal da triste figura da mulher num mundo de abusos, violência e, na melhor das hipóteses, de paternalismo oportunista com vista a favores sexuais.

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por Roni Nunes às 21:50

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Comentários recentes

  • Cleber Nunes

    Sem dúvida é um filme que me despertou interesse ...



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